Para reflexão
Você pode pensar que o título acima não tem nada a ver com o conteúdo que posto aqui no blog. Não só tem a ver, como é algo que me atinge atualmente.
Vou contar algumas vivências pré e pós 2021.
Desde que comecei a trabalhar fora, minha rotina era muito agitada. Passava horas no transporte público, cumpria o expediente, em alguns dias almoçava fora com colegas do trabalho e, no fim do dia, ainda me aguardavam a academia e a faculdade.
Eu adorava o ritmo que contagiava minha semana. A sensação era de dançar em meio ao caos. Mas como tudo tem seus prós e contras, aos finais de semana eu necessitava de me dividir entre a dedicação ao jornalismo e o prazer do descanso.
Honestamente, o descanso era quase inexistente, uma vez que o TCC consumia 90% do final de semana. E esse era meu calcanhar de Aquiles. Os 10% restantes eu aproveitava para dormir – independente do horário.
Uma vez, em 2021, fui parar no hospital da Unimed com um problema que nenhum médico soube diagnosticar. Num segundo eu estava bem, e no outro estava como na foto abaixo:

Fiz todos os exames neurológicos possíveis e NENHUM mostrou sequer o menor problema. O que me afetava não era nada físico, mas sim resultado de um corpo exausto e acelerado. Um mês depois, meu olho voltou ao normal.
Foi então que eu embarquei no sistema home office. Caramba, que qualidade de vida! Sem trânsito, mais tempo com a família, mais flexibilidade no trabalho.
O home office foi como achar ouro no fim do arco-íris. Porém, em pouco menos de um ano, eu estava sentindo a falta da rotina maluca e exacerbada. Quase caí em depressão, mas permaneci firme no modelo home.
Hoje, após três anos trabalhando em casa, consigo tirar vivências boas de ambas as épocas de minha vida. Ainda sinto falta de interagir pessoalmente, de socializar, ver gente. Mas priorizo o tempo com meu filho e vou adaptando as necessidades.
Você já sentiu essa constante insatisfação em algum momento? Bom, não sei você, mas depois de tudo o que me aconteceu, sempre olharei o copo meio cheio.
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