Quando eu era criança, meu sonho era ser veterinária (acho que grande parte das crianças tem esse sonho). Sempre fui uma amante incurável de animais, então seria a profissão perfeita, certo?
Errado. À medida em que fui crescendo, entendi o peso psicológico que a profissão carrega, e me dei conta de que não tinha estômago para tal. Amar os animais não era suficiente para escolher med vet.
O que mais combinava comigo?
Me fiz essa pergunta várias e várias vezes, até que comecei a perceber que as pessoas elogiavam muito minha dicção, escolha de palavras, maturidade…
Além disso, desde que aprendi a ler, com 5 anos, não parei mais. Livros são como um portal para dimensões intensas, envolventes e sobrenaturais.
Bingo! Foi então que decidi cursar jornalismo, mas não demorou muito para que outra dúvida pairasse sobre meus conflituosos pensamentos:
Qual especialidade vou escolher?
Logo que ingressei na faculdade, tinha plena certeza que seria o esporte. Sou fanática por práticas esportivas e também pelo futebol – uma cruzeirense insuportável -, então nada me tiraria desse foco.
Errado novamente. Sofri alguns preconceitos por ser mulher e amar futebol, inclusive dentro de estágios em que uma oportunidade de trabalhar num programa esportivo apareceu… Decepção definiu aquele momento.
Decidi encontrar outra área que me identificasse e achei assessoria de comunicação. Fiz dois estágios na área, inclusive um que realizei cobertura de eventos e me apaixonei, mas também não segui adiante.
Você deve estar se perguntando “então, qual área será que ela escolheu?” E a resposta é: nenhuma.
Sim, nenhuma. Com o tempo, desanimei bastante da profissão e, inclusive, acho muito triste isso. Mas resolvi tirar algo bom de ter escolhido o jornalismo: escrever.
Tenho o blog como um hobby que me ajuda a colocar a escrita em prática, e também espero que ler o que posto aqui seja interessante – e útil – para alguém, mas o objetivo é ser escritora de livros.
Há cerca de quatro anos, escrevi um e-book completamente amador e simples, pequeno e não tão bom, sobre minha experiência com a ansiedade. Mesmo sendo bem ruim, publiquei na Amazon e disse “se esse e-book ajudar uma única pessoa, eu já estarei realizada”.
Pasmem: ajudou. Meses depois da publicação, recebi uma mensagem super carinhosa de uma querida, agradecendo e indicando a minha história… aquilo me tocou profundamente, e me deu motivação para continuar nesse objetivo.
Quem sabe, com mais experiência, eu não escreva outros? 🙂
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