A vivência caótica em Cabo Frio

Minha viagem mais memorável

Você pode estar pensando que o termo caótico significa algo ruim vindo da viagem que descreverei, mas é completamente o contrário disso. Espero arrancar algumas risadas de você!

Em junho de 2015, minha família decidiu que passaríamos as férias em Cabo Frio. Basicamente foi uma viagem de cinco pessoas: eu, meus pais, uma prima, que estava morando conosco na época e uma amiga minha.

A viagem já começou esquisita antes de sairmos de Belo Horizonte. Fomos de ônibus, às 23h, e quando passamos pelo primeiro pedágio, fomos surpreendidos por um grande congestionamento.

A princípio, imaginávamos que seria algo rápido (ainda não sabíamos o motivo de tal trânsito interrompido), até que após 4h parados, descobrimos que uma carreta havia tombado e congestionado a estrada.

Depois de bastante tempo – e 4h a mais dentro do ônus – chegamos em Cabo Frio. Lembro do dia estar incrivelmente lindo, com céu azul limpo de qualquer nuvem, e o sol escancarado acima do mar… foi de tirar o fôlego! Descemos, almoçamos e fomos para nossos aposentos.

Passadas algumas horas de descanso, resolvemos sair pela cidade e curtir a praia durante a noite, mas logo percebemos que não estávamos mais em cinco pessoas: minha amiga tinha sumido.

Para piorar, a primeira coisa que me veio à mente foi a mãe dela pedindo para não a deixarmos sozinha, porque quando era criança quase morreu afogada. Pronto, foi o prato cheio pra ansiedade chegar!

Saímos em duplas para procurar e passamos um bom tempo nas buscas… chegamos a procurar dentro do hotel e em ruas próximas, mas nada de encontrar. Quando voltamos ao hall de entrada do hotel (quase chamando a polícia), ela aparece em trajes de banho na maior alegria gritando “genteeeee, achei bem lá no fundo do hotel um ofurô maravilhoso! Vocês precisam ver”.

Foi um misto de emoções naquele momento, já que a vontade era esgana-la e abraça-la ao mesmo tempo (kkkkk). Depois que a adrenalina passou e contamos o que aconteceu, acabamos curtindo o tal ofurô e fechamos assim o primeiro dia de viagem.


Logo que acordamos na manhã seguinte, vimos que o tempo estava nublado e frio (mineiro quando vai à praia é um azar danado). Assim que pisamos na areia, vimos que ventava muito e, dessa forma, decidimos fazer um passeio.

Olhamos várias opções, mas decidimos – leia ‘meu pai decidiu’ – ir de ônibus de excursão para uma outra praia, onde teria festival de camarão. O ônibus tinha dois andares e era aberto nas laterais. O motorista parecia não ter habilitação, já que estava dirigindo de forma um pouco brusca.

Meu pai, que estava assentado na beirada, levou um galho de árvore no meio da testa, enquanto o motorista tentava não deixar o ônibus cair em um lago. Pouco tempo depois, chegamos à tal praia que teria o festival de camarão.

O que não haviam nos contado, era que o festival já tinha acontecido e não chegamos a tempo. Quando o ônibus voltou para nos buscar, tentamos descontrair cantando as músicas que tocavam, mas um garotinho pediu educadamente (ou não) que calássemos nossas bocas.


Os outros dois dias foram considerados “normais”, sem nenhum acontecimento extraordinário. Não curtimos 100% a praia, pois o tempo nublado, frio e chuvoso se manteve, mas conseguimos aproveitar alguns momentos.

A volta para casa também foi tranquila, exceto a parte em que vi a serra e ela parecia ser interminável. Cada curva era um “Pai nosso que estais no céu…”.

Graças a Deus chegamos bem em BH e seguimos contando essa história sempre que lembramos. Essa foi, sem sombra de dúvidas, a minha viagem mais memorável!

2 comentários em “A vivência caótica em Cabo Frio

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  1. Que demais! Vou a Cabo Frio todos os anos! Sempre uma aventura com o pessoal do Rio. Já peguei Uber superlotação pq a praia que fomos os Ubers quase não vão. Achamos um motorista q aceitou a corrida depois de 30minutos aguardando um. Estávamos em 6. Fomos no colo de um deitado atrás no pista mala. Foi bem engraçado. Adoro aquela região!

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